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 Aqui por casa só usamos azeite, eu acho mesmo que nunca aqui entrou uma garrafa de óleo. Somos fãs de bom azeite, saboroso, intenso e português de Portugal, claro!

Usamos azeite caseiro para praticamente tudo (sim temos essa sorte mas se não tivéssemos usaríamos na mesma azeite). Para saltear legumes e numa das, para aí, 2X no ano em que se frita aqui em casa (eu não gosto, do quanto faz mal à saúde, de sentir a gordura na boca e acima de tudo, de limpar a cozinha que fica um verdadeiro nojo depois de uma friturazinha), para essas coisas, usamos azeite virgem de uma marca mais barata, mas temos o cuidado de confirmar se é só azeite virgem e não tem lá uma percentagem de azeite refinado.

Por isso usamos sempre azeite!

Há uns dias comprámos azeite que supostamente seria para usar sempre, queríamos um melhorzinho que o caseiro tinha terminado e ainda não havia azeite novo. Olhar para a prateleira, analisar relação preço/qualidade, marcas mais e menos conhecidas e escolha feita!

E asneira feita porque uma das poucas vezes em que não li os rótulos, pimbas... comprei gato por lebre!

A marca é muito conhecida, e realmente não engana ninguém! Dizia no rótulo em letras bem grandes para toda a gente ver "SUBTIL", ok escolha feita... estou habituada a determinados sabores e quando não tenho bem a certeza da origem do azeite, prefiro realmente o subtil que desse gosto sempre... por baixo do "SUBTIL" tem a letras mais pequenas e sem qualquer contraste com o fundo do rótulo "AZEITE - CONTÉM AZEITE REFINADO E AZEITE VIRGEM" (para poderem dizer... "ah mas nós damos a informação ao consumidor" pois dão mas o consumidor tem que levar a lupa para o supermercado e mesmo assim sai de lá enganado)!!!

Quando abrimos a garrafa realmente achámos que era muito "fino", demasiado para o nosso gosto, mas tínhamos comprado "subtil", não nos podíamos queixar.

 

 

O problema é que por aqui não usamos manteiga, só azeite, e estamos habituados a azeite bom, ou melhor, a azeite, e quando no primeiro pequeno almoço experimentámos o "subtil" no pão...nheca... não sabia a nadinha de nada! Aí sim, li o rótulo, esperneei comigo mesma porque não se admite um deslize destes e culpei-me pelos mais de 4,00€ que pagámos por uma garrafa de óleo! Sim senhores, aquilo a que chamam azeite, eu sei que a lei permite, eu sei que os valores podem estar dentro do limite, mas haja paciência, aquilo é óleo! E não adianta, até comprámos esta garrafa, que foi direitinha para o sítio do "azeite para cozinhar", mas esta marca não me apanha noutra, ai não não!

Sempre que possível optem por alternativas aos óleos alimentares! A dieta mediterrânica dá-nos tudo aquilo que realmente precisamos para viver e viver e viver... muito bem :) 
E nós em Portugal temos a sorte de poder comprar bom azeite, quer a produtores locais (desde que sejam de confiança), quer nas grandes superfícies, desde que se leia bem o rótulo!!! E se exclua SEMPRE aqueles que nalgum local dizem "contém azeite refinado".

Para cozinhar, sempre que possível substituam o óleo alimentar por azeite, há azeites de marca branca bem baratinhos e (como fritar deve ser uma vez em dia de festa) não fica dispendioso cozinhar com azeite! Depois há os defensores do óleo porque o azeite deixa um sabor mais intenso, é verdade mas se for pouco e se o alimento for bem escorrido em papel absorvente antes de ir para a mesa, acreditem, é uma opção bem mais saudável! A vossa carteira não se queixará e a saúde agradece!

 

Aqui por casa além de termos eliminado a manteiga e o óleo, gostamos também de temperar azeite. Temos um galheteiro com azeite simples e um outro com azeite simples e ervas aromáticas. Depois de algum tempo fechado, o azeite fica aromatizado e é óptimo para temperar saladas, peixes grelhados e quaisquer outros alimentos que precisem de um bocadinho mais de tempero (assim podemos dispensar o vinagre de vinho e o sal). O último que fizemos tem orégãos, pimenta, tomilho e alho e está uma delicia! Não custa nada, e é muito simples de fazer! Basta um frasco ou recipiente com tampa, e ficar ao abrigo da luz e já está!

 

Aqui por estes lados não inventamos coisa nenhuma... Aqui fica a confirmação!

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), para uma alimentação saudável de um adulto, o consumo de gordura deve ser limitado a 30% da ingestão de calorias diárias. Gorduras não saturadas (ex. óleo de peixe, frutos secos, óleo de girassol e azeite) são preferíveis às gorduras saturadas (ex. carne gorda, manteiga, óleo de plama e de côco, natas, queijo, banha de porco e ghee ou manteiga clarificada). As gorduras industriais, designadas normalmente como trans não fazem parte de uma dieta saudável pelo que devem ser completamente retiradas da alimentação (ex. comida rápida, aperitivos, alimentos fritos, pizzas congeladas, pastelaria, bolachas, margarinas e pastas para barrar).

Bem, para estas últimas não pode mesmo haver a desculpa, são mesmo más, não nos trazem nada de bom e em última instância, só vão trazer problemas de saúde! 

 

Bons petiscos... com azeite :)

 

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6 comentários

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De Marco a 11.12.2015 às 17:34

olá!
tenho apreciado os posts, principalmente todo o incentivo para uma alimentação mais saudável, mas neste fiquei com uma dúvida: porquê dispensar o vinagre de vinho? Por gosto pessoal, ou há algum motivo relacionado com saúde?
abraço
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De Us4all a 11.12.2015 às 19:00

Olá Marco

Muito obrigada pelo comentário :)

De facto a questão do vinagre de vinho é controversa uma vez mais pela questão, já algumas vezes aqui debatida, da quantidade consumida. Há alguns estudos recentes que, embora careçam de algum trabalho futuro, conseguiram já relacionar o consumo moderado de vinagre com reduções dos níveis de hipertensão arterial, o que desse ponto de vista pode ser benéfico. Neste caso, quando refiro que deve haver uma tentativa de substituição do vinagre por azeite é realmente porque, tipicamente a população portuguesa usa e abusa do vinagre no tempero das saladas (em muitos restaurantes, a salada sabe exclusivamente a vinagre, e a sal para piorar um bocadinho a situação) o que me leva a acreditar que em muitas casas também assim é.

Uma vez mais, quando consumido com moderação, não tem qualquer problema e pode até ser benéfico.
Ah, e eu gosto de vinagre de vinho ;)
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De Marco T a 11.12.2015 às 20:36

tal como a gordura, a adição de ácido (neste caso acético) dá bastante que falar, mas apesar do gosto exagerado de vinagre em muitos restaurantes e da acidez associada, habitualmente não me importo muito, pois vejo isso como uma medida higiénica. Conhecendo muitas cozinhas como eu conheço, posso garantir que muitas vezes a única lavagem ou desinfecção que uma alface sofre é no momento do tempero com o vinagre, que vai matar muitas bactérias que vêm nos hortícolas e que muitos restaurantes não lavam...
por aí lavam-se e desinfectam-se os hortícolas, principalmente os que se comem crús? 
abraço
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De Us4all a 11.12.2015 às 21:46

Pois exactamente ;) No que à segurança alimentar diz respeito sim, mas aqui eu estava a pensar  mais num contexto caseiro e não tanto de restauração. Dei o exemplo da restauração porque é o mais acessível a todos. Infelizmente tenho que concordar que em muitos locais, quanto mais vinagre melhor, mas em casa, bom em casa, com conta peso e medida como tudo :)

Muito obrigada pela partilha :)
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De Inês Fernandes a 11.12.2015 às 17:53

Parabéns pelo post (e pelo blog...já estou fã).
O azeite é, sem dúvida a escolha acertada. Feliz sou por ter acesso a azeite caseiro. 
Só um pontinho (que a autora já deve saber qual é só por ver o meu nome no comentário :p): quando cozinhado (a altas temperaturas, que é o que acontece nos refogados - único tipo de fritura que se faz cá por casa, sem excepções para mal do meu gosto por batatas fritas), o azeite torna-se tão mau ou pior do que o óleo de côco, mesmo sendo este último uma gordura saturada (não se alterando com a temperatura como o azeite). Há uns tempos andei pelo site e bibliotecas da OMS em busca desta informação, mas não a encontrei, apenas encontrei informação relativa à utilização ao natural, essa sim a valorizar, obviamente, o azeite. De qualquer forma, poderei estar errada, mas foi o que consegui depois de alguma pesquisa pelo vasto google. 
De resto, ao natural, nada como um pequeno almoço barrado com uma "manteiga" de azeite com alho e oregãos.
Beijo (já disse que estou fã?)
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De Us4all a 11.12.2015 às 18:59

Querida Inês

Muito obrigada :)
É um facto que o azeite deve ser consumido cru, confesso que não me lembrei dos refogados porque...hum espreita o próximo post ;)

Eu bem disse que isto da gordurinha ia dar muito que falar!

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